sábado, 9 de abril de 2011

PEGUE O TWITTER, SOLTE O TWITTER

Uma twíttima do Tamanca


A fome atávica do Nane Tamanca atinge as raias do ridículo. Depois de caçar todos os passarinhos da Terra da Cocanha, ele abriu uma centena de contas no Polentwitter para pegar o passarinho azul. Esse tipo de caça é inédito no mundo e ainda não existe legislação que proteja as pobres aves cibernéticas.



Outra twíttima do Tamanca


Embora as autoridades ambientais ainda não saibam como proceder, é provável que o Nane seja processado por caça e cativeiro de imagens de aves virtuais. Se condenado, terá que libertar todos os twitters encarcerados e ainda chocar uma ninhada de ovos azuis.

terça-feira, 1 de março de 2011

A EVOLUÇÃO DOS STUZZICADENTTI


Como todos devem estar lembrados, os atuais mescolitos surgiram de uma briga na cuccina entre o Nono e a Nona, durante a confecção da sacrossanta polenta. Mas, muito rudimentares, eles foram, aos poucos, aperfeiçoados pela Nanetecnologia, transformando-se na pedra de toque da indústria da profilaxia dental.
Descrevemos, a seguir, alguns prodígios operados neste setor que, ao lado dos farináceos, gera empregos e renda para muitas famílias cocanhesas:


1) Stuzzicadentti Ombrella: trata-se de um palito equipado com minúsculo guarda-chuva em uma das extremidades e que dá privacidade ao usuário na hora de subtrair os restos mortais da perdiz ingerida. A Stuzzi Ombrella é ideal para refeições ao ar livre, como filós na Via del Milho, passarinhadas na praça Dantes Penagora etc. O material usado na confecção da haste, o pau-de-milho-ferro, é integralmente importado da Paphlagônia e tem garantia de 200 anos contra desgaste ou quebra. 100 % reutilizável!

2) Stuzzicadentti Sagitta: trata-se de um produto elaborado por pedanonas cocanhesas para tornar a profilaxia dental dos bambini mais lúdica. Para o uso são necessarias duas crianças: uma delas opera a catapulta com o palito, e a outra expõe os dentes. Embora duramente criticado por pediatras, enfermeiras, ophtalmologistas e fabricantes concorrentes (a falta de pontaria pode trazer danos visuais irreparáveis, argumentam), o uso do Stuzzi Sagitta diminuiu consideravelmente os casos de cárie dental em crianças de 2 a 9 anos.




3) Stuzzicadentti Penna: este produto é de uso exclusivo em escolas, universidades, bibliotecas e escritórios. Após o filanche, o usuário discretamente põe a Stuzzi Penna na boca e elimina as sobras perdigais prensadas entre os dentes. Leve e prática, pode ser levada no bolso, eliminando o mau costume de se carregarem palitos atrás das orelhas. Todavia, deve-se evitar a compra do produto em bancas de camilhôs ou no mercado dos carunchos, porque a Stuzzi Penna foi clonada pela concorrência e, ao ser acionada, pode emitir um choque elétrico de alta voltagem, eletrocutando o usuário (Penna-tchoca).


4) Stuzzicadentti Porcospino Sapore di Limone: este produto consiste em um limão com diversos palitos espetados ao longo de sua circunferência. Exposto sobre as mesas durante os filós, transformou-se em mero objeto de decoração, porque os atuais cocanheses desconhecem sua finalidade. Conta-se que o Nane Tamanca, certa vez, com sua curiosidade nativa, resolveu atribuir utilidade ao SPSL: meteu-o inteiro na boca e foi levado às pressas ao pronto-socorro. "- Porcospino! Porcospino! Porcospino!"




sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ALTO-RETRATO DE NANE TAMANCA


ALTO-RETRATO
Caderno (Porca)MaDonna!
Jornal O Polenteiro – Terra da Cocanha
(Com cópia na edição deste domingo do Prima Hora)
Joanim Pepperoni, PhD, entrevista Nane Tamanca

1. Qual sua lembrança de infância mais remota?
A Mama molhando a chupeta no molho de perdizes e contando histórias dos antepassados, do Sanguanel, do L’uomo Polentus e do Vechio do Milharal.

2. Qual seu maior ídolo na adolescência?
A Madonna e a Caspicciolina.

3. Onde passou suas férias inesquecíveis?
Num chalé na orla do Tegão. Tinha pilão, monjolo, arapucas, moinho... Mas o inesquecível foram os passeios de gôndola pelas doces águas do Tegão, a paisagem ribeirinha repleta de hortas de radicci e milharais. Tudo incrivelmente verde e produtivo!

4. Qual sua ideia de um domingo perfeito?
Acordar os galos, revistar as arapucas no Parque dos Miquinhos, ir à missa, almoçar na casa da Nona (que faz uma polenta divina), tirar uma sesta, jogar bocha ou baralho, ir ao estádio do Polentude e vê-lo derrotar o S.E.R. Colono. Se sobrar tempo, ir pescar no Tegão ou quebrar milho ou ainda exercitar o braço no pilão.

5. O que você faz para espantar a tristeza?
Geralmente procuro rir por conta própria ou contar piadas - que aqui na Terra da Cocanha ninguém entende (geralmente só se ri da desgraça do vizinho), porque a ambiguidade é confundida com a umbiguidade pessoal e aí sempre dá briga. Tristeza se espanta filando o almoço na casa de alguém, bestemando ou trabalhando.

6. Que som acalma você?
O som do pilão, do monjolo ou das mós do moinho. Um outro som que me apazigua a alma é o da méscola mexendo ritmadamente o guisado de água, sal e farinha de milho, com a polenta enfim se desgrudando do fundo da panela. Quando estou com fome, fico muito nervoso.

7. O que dispara seu lado consumista?
Quase nada. Mas há alguns dias cometi uma luxúria: ouvi falar do novo Stuzzicadenti (o méscolito) e fui correndo na loja do Giannini barganhar o preço com o vendedor.

8. Qual a palavra mais bonita do idioma Polentalião?
Polenta-com-pissacàn-fiorim-lavoro-porco-dio-e-porca-madonna.

9. Que livro você mais cita?
O livro de receitas da minha Nona e o Manual de Operações do Monjolo importado da USA.

10. Que filme você sempre quer rever?
O épico “A guerra da polenta”, do diretor Rossellini Antonioni De Sica Pasolini Fellini, com os atores Marmelo Mastromilho e Caspicciolina.

11. Que música não sai da sua cabeça?
O clássico “La bella polenta”, interpretado por The Rolling Spigas.

12. Um gosto inusitado.
Polenta com molho de mortadela.

13. Um hábito de que você não abre mão.
Filar o almoço na casa da Nona aos domingos e andar com o Chevette na banguela pra economizar gasolina.

14. Um hábito de que você quer se libertar.
Em noites de lua cheia, colocar um disco de polenta na soleira da porta para o Sanguanel não invadir a cozinha e quebrar tudo. Puro desperdício!

15. Um elogio inesquecível.
Quando Saul Sultão me disse que eu tinha nascido pra bater pilão. Aquilo me emocionou muito...

16. Em que situação vale a pena mentir?
Especialmente quando se está fazendo uma negociação.

17. Em que situação você perde a elegância?
Quando tenho que sair de casa, ir à missa, por exemplo, sem as minhas tamancas ou botinas.

18. Em que outra profissão consegue se imaginar?
Em qualquer uma, pois um bom cocanhês mexe com qualquer coisa.

19. O que você estará fazendo daqui a dez anos?
Sessenta anos de idade.

20. Eu sou...
... o Nane Tamanca: tenho dupla cidadania (cocanhesa e paphlagônica) e bastante dinheiro guardado na poupança; sou pai de 18 filhos e meio, dono de um moinho com 1000 empregados, pago a anuidade da igreja em dia, tenho uma tulha permanente na Festa da Saúva, sou sócio do Polentary local... Precisa citar tudo? (risos)



quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A TECNOLOGIA DO STUZZICADENTI

Que os cocanheses (nativos da Terra da Cocanha) obram milagres na Nanetecnologia é fato alargado no mundo inteiro. Entre incontáveis maravilhas já catalogadas por nossos pesquisadores, relatamos hoje a invenção do Palito de Dentes Nanetech, que se operou, segundo uns, por fruto do acaso, mas, conforme outros, por providência divina.
O primeiro palito de dentes da história da humanidade foi usado pelos ancestrais paphlagônios que habitavam as escuras cavernas da costa do Mediterrâneo, ainda antes da descoberta do fogo. Esses cavernídeos utilizavam garras de animais, espinhaços de peixes, pêlos de porcos e outros objetos pontiagudos para extrair as sobras de carne de perdiz alojadas entre os dentes, porque a etiqueta primitiva já proibia que se fizessem ruidosos movimentos de sucção (schhiiisch!... ou pfi!pfi!pfi!...).
Na Era della Pietra Lascata, os artesãos paphlagônios tentavam lascar pedras, para que ganhassem a forma de gravetos que pudessem ser usados na profilaxia dental. Na Era della Pietra Polita, as lascas de pedra eram cuidadosamente lixadas, mas a relação custo + tempo + benefício tornava inviável o uso dos “pedritos” como dentifrício interdental (os dentes apodreciam e caíam antes mesmo que alguém pudesse assenhorar-se de um “pedrito”). Conhecida, em razão disso, como “Civilização dos Banguelas”, os paphlagônios desenvolveram o mingauzinho de polenta, cujo consumo não exigia uso dos dentes (além de que todas as espécies ovíparas já haviam sido extintas).
Com a migração em massa dos paphlagônios para a Terra da Cocanha, na Era dos Milhonis Granulorum Moídos nel Piloni et Mangiatto cun Molhus de Perdigonis, teve início a até hoje reconhecida pesquisa científica para o desenvolvimento dos palitos de dentes. A abundância de aves silvestres na dieta cocanhesa exigia uma tecnologia para limpeza dental.
Os palitos pioneiros vinham em forma de rústico graveto pontiagudo acoplado no cabo da méscola de mexer polenta e era de uso coletivo, começando pelo patriarca e terminando nos bambini (as mulheres não tinham direito a “espalitar” os dentes). Operação excessivamente demorada, os nanetecnólogos tentaram então desenvolver “méscolitos” individuais, um investimento de saída malfadado, porque a tradição econômica cocanhesa não suportava tais luxos materiais.
É provável que neste ponto dos acontecimentos termine a História e comecem as especulações míticas. Conta-se que os palitos individualizados foram descobertos pela Nona do Nane Tamanca, mas coube a este último a sua produção e comercialização em larga escala. Depois de espatifar a méscola na cabeça do Nono, que safadamente ergueu a saia da Nona enquanto esta mourejava na panela de polenta, inúmeros gravetos foram encontrados no guisado polentáceo durante o filó noturno.
Deslumbrado, o Nane Tamanca patenteou a descoberta e passou a quebrar méscolas para fabricar os tais “méscolitos” de segunda geração. O problema maior residia na contratação de funcionários dispostos a dar sua cabeça às pancadas (da Nona, obviamente, pois só ela conhecia a técnica da batida certeira), além de que o Sindicato Comunista exigia indenizações milionárias para operários com traumatismo craniano. Essa técnica de produção nanefiatiana teve vida curta, mas contribuiu para a pesquisa do palito de dentes e foi definitiva para a fixação de um novo e apreciado ditado cocanhês: “Cada cabeça uma méscola!”

sábado, 21 de agosto de 2010

MANIFESTO VERDE-AMARELO: POLENTA COM PISSACÀN

A descida dos cocanheses do Planalto Peninsular no rumo do Rio Tegão e do Das’anta foi uma fatalidade histórica da Era da Polenta Partida com Fio. POLENTA COM PISSACÀN!
A expulsão dos botocudos significa bem, na história da Terra da Cocanha, a proclamação do direito adquirido pelas roças de milho. POLENTA COM PISSACÀN!
Embora viessem do Oeste dizendo “io so cocanhensis”, na realidade não desceram pelo Das’anta a fim de comer a farinha branca, mas para se fixar objetivamente na terra, comprando-a por irrisórios vinténs e vendendo-a por arcas de fiorins. POLENTA COM PISSACÀN!

Onde estão os rastros dos cocanheses pioneiros? Um arqueopolentólogo disse que, perdidos os cadarços que os ligavam ao Reino da Bota, passaram a usar tamancas e, somente muito tarde, inventaram as famosas botinas. POLENTA COM PISSACÀN!

Eles subiram as montanhas para serem absorvidos pela farinha com molho de perdizes. Para se diluírem nos monjolos e nas mós dos moinhos. Para viverem objetivamente e transformarem numa prodigiosa poupança o seu grande sentimento de humanidade. POLENTA COM PISSACÀN!

Seu totem não é carnívoro: Sabugo. É este um objeto que desconstipa, fecha garrafões e aquece os fogolares. POLENTA COM PISSACÀN!

O cocanhês isolou-se na selva, para viver; armou-se de fundas, paus de mexer polenta, mãos-de-pilão, visgo de colar passarinhos. Socializou-se sem temor da morte e ficou eternizado nos anais para pátria. POLENTA COM PISSACÀN!

O cocanhismo cocanhês não é intelectual. É sentimental e prático, sem desvios da sua corrente histórica. Pode aceitar as formas de civilização, mas impõe a essência do seu sentimento, a fisionomia irradiadora da sua alma. Sente Bocca, Bocchete ou Pinhão através do mesmo estoicismo (torresmo com toicinho). Tem horror instintivo pelas lutas sociais, diante das quais sorri sinceramente: pra quê? POLENTA COM PISSACÀN!

Não combate nem religiões, porque toda a sua força reside na praticidade braçal. Filosofar para quê? POLENTA COM PISSACÀN!

A filosofia cocanhesa tem de ser forçosamente uma ‘não filosofia’, que se baseia no movimento do Das’anta. Trabalhar ininterruptamente como o rio que lima as pedras agudas e as molda em seixos rolados. POLENTA COM PISSACÀN!

Antes não existiam bibliotecas, fato que não tem a menor conseqüência no metabolismo funcional dos órgãos vitais da Nação Cocanhesa. Tudo isso, em razão da não-filosofia, da ausência de sistematizações. POLENTA COM PISSACÀN!

Mas se um cocanhês erigir uma filosofia que não a do trabalho, criará antagonismos, provocará dissociação, será uma força centrifuga. POLENTA COM PISSACÀN!

Se Sabug Freud nos deu um cifrão ($), a história da Civilização Cocanhesa oferece uma equação em que esse signo-algarismo entra tão-só como um dos muitíssimos fatores de multiplicação de capitais. POLENTA COM PISSACÀN!

O cocanhês vive objetivamente e viverá sempre como um elemento de harmonia entre todos os que, antes de desembarcarem em Polentawood, atiraram ao mar o cadáver de algum vetusto familiar. POLENTA COM PISSACÀN!

O manifesto ‘verdamarelo’ (POLENTA COM PISSACÀN!) prega a regra da liberdade plena de acúmulo; este ‘verdamarelo’ (POLENTA COM PISSACÀN!) responde pela alforria e ampliação sem obstáculo da cozinha cocanhesa. Nosso ‘verdamarelismo’ é de afirmação, de colaboração coletiva, de igualdade, de liberdade de empreendimentos, de crença na predestinação do povo cocanhês, de fé no valor de construção de capitéis, moinhos e monjolos. POLENTA COM PISSACÀN!

Aceitamos todas as instituições conservadoras, pois é dentro delas mesmo que faremos a inevitável renovação, como a fez, através dos séculos, a alma da nossa gente cocanhesa. POLENTA COM PISSACÀN!

Nosso nacionalismo é ‘verde-amarelo’. POLENTA COM PISSACÀN!

Amém! Amém! Amém!

domingo, 18 de abril de 2010

O DÔBLO GLS



Os cocanheses podem se orgulhar dos seus meios de transporte. Além da Cariola e do Ovni Real, do Autulha e do Uno Milho, eles agora têm à disposição o novo Dôblo, na versão GLS (Granus Limousine Sabugorum).
O Dôblo é o maior, mas nem sempre parece. Os bancos são de tábua de parede de galinheiro. Enquanto os concorrentes têm encosto de braço e porta-palhas, o Dôblo responde com um guarda-sabugos e traz um baú tipo tulha embaixo no banco da frente, bem como possui acesso à carroceria pelo sem-encosto do banco. Para melhorar a circulação de ar, ele é o único a trazer saída de ventilação na traseira dos bois.
Só o Dôblo possui ar-condicionado natural, no qual se escolhe a temperatura: à sombra das árvores ou ao sol. Não é necessário mexer toda hora no ar-condicionado, e é bom que seja assim, porque os botões ficam longe das mãos. O Uno Milho (que inspirou o Dôblo) tem o mesmo problema, bem como vêm dele os comandos dos bois que são acionados sem querer, por ficarem onde o condutor pega a rédea. A alavanca com a seta para espetar os bois é curta e pesada e, ao empurrá-la, corre-se o risco de ligar o bovis pilotus automaticus. Um outro problema é a alavanca de “câmbio-desligo”, que é curta e tem posições muito próximas. Moral da história: você quer engatar o boi da Direita e acaba acionando o boi da Esquerda.
Melhor deixar em Boi-Drive e, no máximo, usar a tecla CTRL. O quadro de quatro patas é tradicional, insensível ao estilo de condução do chofer. A sofisticação é acionar o Turbus enquanto apertamos o freio, para não aquecer demais o óleo de transmissão e queimar a polenta.
Equipado com dois “bovinos de força”, câmbio tradicional e motor antigo, o Dôblo é o que anda mais e come e bebe menos. Sua autonomia é limitada a 5,72 milhos por alqueire, enquanto os rivais ficam em torno de 7,40 espigas por hectare. A possibilidade de abastecer com mandioca (ele é o único bicombustível) pode melhorar um pouco o custo por quilômetro quadrado, mas em troca o veículo terá autonomia menor. Na hora de viajar, as bagagens agradecem a generosidade da carroceria.
Os passageiros ficam à vontade no Dôblo. Tirar a chave da ignição dos bois não é encarado como o fim das atividades: você ainda tem alguns minutos para subir os vidros (que são do tipo um toque, para todos) e pode ouvir mugidos à vontade - desde que não sejam em formato MP3, que isso os bois não tocam. Esquecimentos não constituem problema. Os mugidos desligam automaticamente em meia hora e as panelas são fechadas ao acionar a tampa elétrica por controle remoto.
O Dôblo é gentil com os convidados, mas não exatamente pródigo com o patrocinador do passeio. Airbois duplos, freios ABS (Alavanca Breque Solutions) e rodas de liga dura são cobrados à parte. Melhor seria ter esses equipamentos no pacote básico e passar outros, como farol de subida, ar-condicionado digital e retrovisor eletrocrômico, para a lista de opcionais.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

UNO MILHO

"Uno Miglio"
Um leitor deste portal (que estranhamente pede sigilo sobre sua identidade) envia-nos a imagem supra, flagrada na vizinha localidade de Farinha Lemos. Trata-se do UNO MILHO, fabricado pela FFLAT-C (Fabricado em Farinha Lemos e Andando na Terra da Cocanha). O veículo, que concorre com o AUTULHA, de Enforqueta, tem autonomia imensurável, já que é movido por apenas UMA espiga de milho, cuja substituição depende apenas da ação dos carunchos e dos eventuais assaltos do Vecchio do Milharal.
O UNO MILHO (uno miglio, em polentalião), que se enquadra na New Nanetecnology por utilizar um combustível renovável e biologicamente correto, pode ser produzido caseiramente, utilizando-se dois pneus velhos, tábuas de segunda mão, pregos enferrujados, um jumento anoréxico e uma única espiga de milho.