quarta-feira, 25 de junho de 2014
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
ENCONTRADO CARRO DI BUOI ESPACIAL
A pista de pouso do carro di buoi espacial pilotado por Luigi Braccioforte
A Agência Espacial Cocanhesa (ECO, PÓ) teve, por 30 anos, uma frota de 5 carro di buoi
espaciais (um sexto, o protótipo Mescolprise, nunca foi ao espaço). Dois deles,
o Tchá-Tchá-Pum-Challenger
e o La Colomba Brustolata,
foram perdidos em explosões que causaram a morte de 14 astronanes. Os outros
três, o Tegonis, o Indavouali e o Discovery di Polenta, estão expostos em diferentes museus
e centros espaciais da Terra da Cocanha.
Todavia, o que ninguém sabia é que um sétimo carro di buoi espacial foi construído e enviado ao espaço sideral nos anos 70. Segundo informações colhidas aqui e ali, esse carro di buoi teria sido usado durante a Guerra da Polenta Fria para espionar os países vizinhos e roubar tecnologia nanenuclear. Dado como extraviado até a manhã de hoje, a ECO, PÓ finalmente respirou aliviada com o seu retorno ao solo cocanhês - ou melhor, a um telhado cocanhês.
O fenômeno responsável pela recuperação do carro di buoi espacial foi um tornado invertido, que, na noite passada, sugou o velículo do espaço e o encravou sobre um telhado estilo colonial no povoado de Novo Milhano. Conforme nota oficial emitida pela ECO, PÓ, o piloto Luigi Braccioforte, logo após a aterrissagem, teria desembarcado do velículo e pedido um garrafão de vinho ao proprietário do Bar Parada 460. Após, não foi mais localizado para dar explicações sobre a viagem...
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
A CANÇÃO DO TRABALHO
Tal como a uva colhida
fecunda a pipa, no porão,
para fecundar a vida,
o lavoro se inventou.
Feliz quem pode, orgulhoso,
dizer: “Nunca fui vadio:
e, se hoje sou ganancioso,
ao lavoro devo o que sou”.
É preciso, desde a infância,
ir preparando a ganância:
para chegar à ventura
é preciso lavorar.
Não nasce a espiga perfeita,
não cresce o sabugo reto;
e, para ter a vindima,
é urgente lavorar.
[Joanim Pepperoni, PhD – em clima de vadiagem]
fecunda a pipa, no porão,
para fecundar a vida,
o lavoro se inventou.
Feliz quem pode, orgulhoso,
dizer: “Nunca fui vadio:
e, se hoje sou ganancioso,
ao lavoro devo o que sou”.
É preciso, desde a infância,
ir preparando a ganância:
para chegar à ventura
é preciso lavorar.
Não nasce a espiga perfeita,
não cresce o sabugo reto;
e, para ter a vindima,
é urgente lavorar.
[Joanim Pepperoni, PhD – em clima de vadiagem]
sábado, 3 de agosto de 2013
DAS RELAÇÕES SOCIAIS E COMERCIAIS
Este é o mais recente produto da minha pesquisa antropolentológica na Terra da Cocanha, dedicado a todas os(as) cocanheses(as) que cultivam o hábito de ignorar publicamente seus conhecidos ou colegas de trabalho.
Das relações sociais e comerciais
Das relações sociais e comerciais
Quando o Nane põe as tamancas
e na cidade vai vender torresmos,
a todos cumprimenta a esmo
para o seu negócio de pelancas.
Sorri como hiena atraindo a presa,
disfarçando, falastra, a cobiça,
os ovos de todos gaba, e a linguiça,
com donairosa gentileza.
Mas se encontra um seu vizinho,
conhecido, amigo de infância,
já na face põe uma carranca
e pro lado vira o seu focinho.sexta-feira, 5 de abril de 2013
A FANTÁSTICA MÁQUINA DE ENSACAR BERROS
PEPPERONI, Joanim. A fantástica máquina de ensacar berros: relatório de pesquisa. Polentawood: Prensa de Torresmos Cantina do Frei, MMXIII.
Sobre o jogo do Quatrilho
O Zilmar amava a Zanete,
a Zanete amava o Zairo,
o Zairo amava a Ziovana,
o Zairo amava a Ziovana,
a Ziovana amava o Zaílson,
o Zaílson amava a Zuliana
que não amava ninguém.
que não amava ninguém.
O Zilmar voltou pra Flores,
a Zanete foi morar em Bento,
o Zairo virou comerciante,
o Zairo virou comerciante,
a Ziovana foi pro convento,
o Zaílson financiou um caminhão
e a Zuliana – ela se casou
com o J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado no zogo. (p.33)
que não tinha entrado no zogo. (p.33)
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
O HINO DA TERRA DA COCANHA
Parte
1
Ouviram
do Tegão as margens tácitas
de
um povo estóico a fome repugnante.E da polenta o pau em gestos púnicos
cruzou o céu da pátria neste instante.
Se
o senhor dessa herdade
conseguirmos
dominar com braço forte,em teu seio, mãe miserável,
defend'remos nosso lote até a morte.
Cocanha
amada,
idolatrada,salve! salve!
Cocanha,
solo imenso, um raio híspido
de
apojo e de fartura à Terra desce,se em teu frutuoso chão, fecundo e vívido,
a imagem do dinheiro resplandece.
Pujante
pela própria natureza,
és
farta de materno colostro,e o teu ravióli espelha essa grandeza.
Terra
adorada,
entre
outras miltu és fiorim,
Cocanha amada!
Do milho deste solo é mãe gentil,
p’lenta assada e
febril!
Deitada
eternamente em berço tépido,
ao
som do Tega e à voz de Dom Modugno,fulguras, ó Cocanha, nostra Mérica,
iluminada ao sol do céu oriundo.
Do
que a Itália, mais garrida,
tuas
parreiras em latadas têm mais uvas;nossos vinhos têm mais preço,
nossa sopa de agnoline mais sapore.
Cocanha
amada,
idolatrada,salve! salve!
Brasão
do amor materno seja símbolo
o
paraíso que ostentas deslumbrada,e diga o padre ao som de uma campânula:
“– Deus no futuro e a fome no passado!”
Mas,
se ergues da cobiça a clava forte,
verás
que um filho teu não foge à luta,nem treme quem revende a própria Mama.
Terra adorada,
entre outras mil
tu és fiorim,
Cocanha amada!
Do milho deste solo é mãe gentil,
p’lenta cortada
com fio!
Joanim Pepperoni, PhD
Observatório Colonial, 4º andar
Terra Cocanhae
Anno Dominae MMXIII
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
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