"Uma comédia em cinco atos violentos, dedicada à elite intelectual, política e industrial de Polentawood. Um libelo do povo trabalhador, representado pelo Debulhador Maneta, onde o autor dispara setas ácidas para todos os lados, com referências a diversas personalidades locais – ora veladas, ora explícitas. Sem deixar de lembrar as grandes peças cômicas como as de Molière e Shakespeare, o texto também lembra o melhor de Jarry e Qorpo Santo, mas com a necessária violência que o cenário local exige. Um fechamento com chave de ouro para nossa trilogia épica!" (O Polenteiro)
sexta-feira, 11 de março de 2016
O fim da trilogia da Terra da Cocanha
Enfim, publicou-se, para a alegria geral da nação cocanhesa, o terceiro volume da trilogia da Terra da Cocanha.
"Uma comédia em cinco atos violentos, dedicada à elite intelectual, política e industrial de Polentawood. Um libelo do povo trabalhador, representado pelo Debulhador Maneta, onde o autor dispara setas ácidas para todos os lados, com referências a diversas personalidades locais – ora veladas, ora explícitas. Sem deixar de lembrar as grandes peças cômicas como as de Molière e Shakespeare, o texto também lembra o melhor de Jarry e Qorpo Santo, mas com a necessária violência que o cenário local exige. Um fechamento com chave de ouro para nossa trilogia épica!" (O Polenteiro)
"Uma comédia em cinco atos violentos, dedicada à elite intelectual, política e industrial de Polentawood. Um libelo do povo trabalhador, representado pelo Debulhador Maneta, onde o autor dispara setas ácidas para todos os lados, com referências a diversas personalidades locais – ora veladas, ora explícitas. Sem deixar de lembrar as grandes peças cômicas como as de Molière e Shakespeare, o texto também lembra o melhor de Jarry e Qorpo Santo, mas com a necessária violência que o cenário local exige. Um fechamento com chave de ouro para nossa trilogia épica!" (O Polenteiro)
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
A CANÇÃO DO BURRACO
A CANÇÃO
DO BURRACO
Vejo
buracos
por
toda parte,
de
toda sorte
e
de toda arte.
Há
buracos novos,
em
bom Estado
e
buracos velhos,
já
antiquados.
Vejo
buracos
para
pedestres,
para
cariolas
para
chevettes.
Buracos
particulares,
cavidades
federais,
lacunas
públicas,
socavões
municipais.
Falta-nos
enxada?
– Está
enferrujada!
Falta-nos
patrola?
– Esta
sempre atola!
Falta-nos
piche?
– Por
mim que abiche!
Falta-nos
vontade?
– Buraco
é entrave!
Vejo
buracos
por
toda parte,
de
toda sorte
e
de toda arte.
Há
buracos urbanos
rachaduras
rurais;
Há
covas sem dono
e
tocas abissais.
Buracos
e frestas,
orifícios
e fendas,
brechas
funestas,
rombos
e emendas.
Falta-nos
desembaraço?
–
Ai, que cansaço!
Faltam-nos
engenheiros?
–
Choveu o dia inteiro!
Falta-nos
um mestre-obras?
–
Foi picado de cobra!
A
gente que é fraco
e
cai no buraco!
O
buraco é fundo?
Acaba-se o mundo!
quarta-feira, 25 de junho de 2014
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
ENCONTRADO CARRO DI BUOI ESPACIAL
A pista de pouso do carro di buoi espacial pilotado por Luigi Braccioforte
A Agência Espacial Cocanhesa (ECO, PÓ) teve, por 30 anos, uma frota de 5 carro di buoi
espaciais (um sexto, o protótipo Mescolprise, nunca foi ao espaço). Dois deles,
o Tchá-Tchá-Pum-Challenger
e o La Colomba Brustolata,
foram perdidos em explosões que causaram a morte de 14 astronanes. Os outros
três, o Tegonis, o Indavouali e o Discovery di Polenta, estão expostos em diferentes museus
e centros espaciais da Terra da Cocanha.
Todavia, o que ninguém sabia é que um sétimo carro di buoi espacial foi construído e enviado ao espaço sideral nos anos 70. Segundo informações colhidas aqui e ali, esse carro di buoi teria sido usado durante a Guerra da Polenta Fria para espionar os países vizinhos e roubar tecnologia nanenuclear. Dado como extraviado até a manhã de hoje, a ECO, PÓ finalmente respirou aliviada com o seu retorno ao solo cocanhês - ou melhor, a um telhado cocanhês.
O fenômeno responsável pela recuperação do carro di buoi espacial foi um tornado invertido, que, na noite passada, sugou o velículo do espaço e o encravou sobre um telhado estilo colonial no povoado de Novo Milhano. Conforme nota oficial emitida pela ECO, PÓ, o piloto Luigi Braccioforte, logo após a aterrissagem, teria desembarcado do velículo e pedido um garrafão de vinho ao proprietário do Bar Parada 460. Após, não foi mais localizado para dar explicações sobre a viagem...
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
A CANÇÃO DO TRABALHO
Tal como a uva colhida
fecunda a pipa, no porão,
para fecundar a vida,
o lavoro se inventou.
Feliz quem pode, orgulhoso,
dizer: “Nunca fui vadio:
e, se hoje sou ganancioso,
ao lavoro devo o que sou”.
É preciso, desde a infância,
ir preparando a ganância:
para chegar à ventura
é preciso lavorar.
Não nasce a espiga perfeita,
não cresce o sabugo reto;
e, para ter a vindima,
é urgente lavorar.
[Joanim Pepperoni, PhD – em clima de vadiagem]
fecunda a pipa, no porão,
para fecundar a vida,
o lavoro se inventou.
Feliz quem pode, orgulhoso,
dizer: “Nunca fui vadio:
e, se hoje sou ganancioso,
ao lavoro devo o que sou”.
É preciso, desde a infância,
ir preparando a ganância:
para chegar à ventura
é preciso lavorar.
Não nasce a espiga perfeita,
não cresce o sabugo reto;
e, para ter a vindima,
é urgente lavorar.
[Joanim Pepperoni, PhD – em clima de vadiagem]
sábado, 3 de agosto de 2013
DAS RELAÇÕES SOCIAIS E COMERCIAIS
Este é o mais recente produto da minha pesquisa antropolentológica na Terra da Cocanha, dedicado a todas os(as) cocanheses(as) que cultivam o hábito de ignorar publicamente seus conhecidos ou colegas de trabalho.
Das relações sociais e comerciais
Das relações sociais e comerciais
Quando o Nane põe as tamancas
e na cidade vai vender torresmos,
a todos cumprimenta a esmo
para o seu negócio de pelancas.
Sorri como hiena atraindo a presa,
disfarçando, falastra, a cobiça,
os ovos de todos gaba, e a linguiça,
com donairosa gentileza.
Mas se encontra um seu vizinho,
conhecido, amigo de infância,
já na face põe uma carranca
e pro lado vira o seu focinho.
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